Gaúcho leva o Prêmio Syngenta de Música
Instrumental de Viola
O vencedor do
Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola 2004
é o gaúcho Sidnei de Oliveira, com
a composição “Esplendor”, conforme decidiu
o júri, durante final realizada ontem (27) no Teatro Alfa,
em São Paulo.Também foram premiados Fernando Deghi,
em segundo lugar; Renato Anesi, em terceiro; Márcio Freitas,
em quarto e Neto Stefani, em quinto. Foram entregues ainda os prêmios
de Aclamação, a Vinicius Alves, e o de Revelação,
a Fernando Caselato.
Os vencedores
receberam prêmios em dinheiro. No total foram entregues R$ 43
mil, sendo R$ 10 mil para o primeiro lugar; R$ 8 mil para o segundo;
R$ 6 mil para o terceiro; R$ 4 mil para o quarto e R$ 2 mil para o
quinto. Os outros 11 classificados também foram premiados:
um com o Prêmio Revelação, outro com o Prêmio
Aclamação e nove com o Prêmio Participação.
As apresentações dos 16 finalistas foram gravadas ao
vivo para a confecção de um CD.
Lançado em maio
deste ano, o Prêmio Syngenta de Música Instrumental de
Viola recebeu 173 inscrições de músicas de violeiros
de todo o País. Houve seis etapas eliminatórias: São
Paulo, Brasília, Piracicaba, Curitiba, Belo Horizonte e Cuiabá.
Ontem (27), antes do anúncio dos vencedores, o diretor de marketing
service da Syngenta, Antonio Carlos Costa, comunicou o patrocínio
da empresa em 2005 para a realização da 2ª edição
do prêmio.
O
Vencedor
“Uma composição
consistente, sonoramente muito bem construída e de extrema
virtuosidade. O Sidnei teve a preocupação de fazer uma
música sem defeito e era isso que estava em julgamento”,
afirma o compositor e violonista Paulo Bellinati, que fez parte do
júri. O curador do prêmio, que também foi jurado,
o violeiro Ivan Vilela, reforça afirmando que “o Sidnei
conseguiu conciliar uma composição bem estruturada com
uma execução impecável. Sem sombra de dúvida
a melhor sonoridade do espetáculo”. O crítico
de música Tárik de Souza, o terceiro jurado que participou
da escolha dos vencedores, disse que este festival “revelou
obras autônomas de qualidade, mostrando que a viola tem uma
linguagem própria, abrindo um veio que parecia escondido. O
talento ultrapassa a falta de ensino. O Sidnei apresentou uma obra
perfeita, com qualidade musical e técnica de execução.
Ele ganhou porque merece”, enfatiza o crítico.
“Estou muito
feliz. É demais pra mim. Não esperava”, disse
o gaúcho de Caxias do Sul, Sidnei de Oliveira, 24 anos, emocionado
e surpreso logo após a premiação. É a
primeira vez que ele participa de um festival de viola, instrumento
que estuda há quatro anos. Começou aprendendo violão
com o pai e o irmão, instrumento que deixou de tocar depois
de conhecer a viola. Agora o objetivo dele é prestar vestibular
para Música de Viola na Universidade de São Paulo (USP),
cadeira criada este ano por Ivan Vilela.
Sidnei estudou
com o professor Valdir Verona de 2000 a 2002. No final de 2002 realizou
seu primeiro recital de viola, interpretando, além de composições
próprias, peças dos mais conceituados violeiros do Brasil.
Em janeiro de 2003 participou da XXI Oficina de Música de Curitiba
e, em março deste ano, do II Encontro Nacional de Violeiros
em Ribeirão Preto (SP).

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