4ª
Eliminatória do Prêmio Syngenta de Música Instrumental
de Viola será no Ópera de Arame
A formação
da personalidade musical brasileira passa necessariamente pela viola,
instrumento que chegou no País pelas mãos dos portugueses
e é amplamente difundido até hoje. Apesar disso, e dos
incontáveis violeiros que diversificam cada vez mais seu uso,
ainda não havia uma premiação específica
para esse instrumento. Mas esse quadro vem mudando através
do Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola 2004
que já teve três eliminatórias e realiza a 4ª
no próximo dia 25 de setembro em Curitiba, no teatro Ópera
de Arame, com 14 candidatos. Os músicos que se apresentam em
Curitiba estarão concorrendo à grande final que será
realizada em São Paulo.
A eliminatória de
Curitiba promete repetir o sucesso das anteriores e trazer gratuitamente
ao público um bom espetáculo com seus 14 concorrentes
e um show de abertura do violeiro Ivan Vilela, também curador
e jurado do Prêmio. Com ele, montam a banca de jurados o violonista
Paulo Bellinati e o jornalista e crítico musical Tárik
de Souza. "O Prêmio Syngenta vem mostrando uma riqueza
escondida. Fico contente de ver que esse Brasil da viola existe e
continua pulsando", afirma Bellinati.
Ivan Vilela é mestre
em composição musical pela Unicamp, diretor e arranjador
da Orquestra Filarmônica de Violas. Já foi indicado para
prêmios importantes da música brasileira, como Sharp
e APCA, e tem ajudado na divulgação da viola por meio
de shows realizados por todo o Brasil, além de países
da Europa, como Inglaterra, Itália, França, Espanha
e Portugal. O violonista Paulo Bellinati também atua bastante
no exterior tendo se apresentado em mais de 30 países. Já
tocou com nomes importantes da música brasileira, como Edu
Lobo, Chico Buarque e Gal Costa, entre outros. Tárik de Souza
é crítico musical do Jornal do Brasil e curador da série
de música popular brasileira, da Editora 34, entre outros trabalhos.
Lançado em maio,
o Prêmio Syngenta recebeu 173 inscrições de músicas
de violeiros de todo o País. A 1ª eliminatória
do Prêmio foi realizada no dia 27 de junho, em São Paulo,
a segunda, no dia 14 de agosto, em Brasília e a terceira no
dia 21 de agosto, em Piracicaba. Depois de Curitiba, a 5ª eliminatória
acontece dia 26 de setembro em Belo Horizonte e a 6ª e última
dia 2 de outubro em Cuiabá. A final será realizada em
São Paulo em data a ser definida. Na ocasião, um CD
será gravado ao vivo com os 16 finalistas.
Os vencedores receberão
prêmios em dinheiro, sendo R$ 10 mil para o primeiro lugar;
R$ 8 mil para o segundo; R$ 6 mil para o terceiro; R$ 4 mil para o
quarto e R$ 2 mil para o quinto. Além de outros prêmios,
totalizando R$ 43 mil. Para assistir à eliminatória
e ao show de Ivan Vilela, no Ópera de Arame, em Curitiba, basta
chegar com 15 minutos de antecedência do início do show,
que começa às 19h.
Serviço:
Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola
Dia - 25 de setembro - 19 horas
Teatro Ópera de Arame - Rua João Gava, s/n - Parque
das Pedreiras
Telefone - (41) 354-3266
Entrada Franca (995 lugares)
SELECIONADOS
PARA A 4ª ELIMINATÓRIA DO
PRÊMIO SYNGENTA DE MÚSICA INSTRUMENTAL DE VIOLA
25 de setembro - Teatro Ópera de Arame - Curitiba
Aleccir Carrigo - Música selecionada: Boi Encantado. Nascido
no litoral do Paraná, desde menino ouvia seu avô descendente
de ibéricos, entoar modas de fandango, e sua avó índia
carijó, a contar histórias e lendas das ilhas da baía
de Paranaguá. Neste ambiente, Carrigo iniciou seu aprendizado
musical tocando violão, porém, já com a afinação
da viola caipira, que seria sua companheira inseparável, a
partir de 1980, quando começa a viajar e percorrer bares, feiras,
festivais e outros espaços. Participou dos projetos: "Pixinguinha",
com Dona Ivone Lara; "Parceria Impossível", com Rogério
Sganrzela e Dércio Marques; "Boca no Trombone", no
Lira Paulistano, com Eduardo Gudim; "15 anos juntos", da
dupla Sá & Guarabira; "Ipiranga 413 anos", com
Belchior, e recentemente, do filme, "Bento Cego", dos diretores
Geraldo Pioli e Paulo Friebe, onde além de ser responsável
pela trilha musical que enfatiza o fandango, interpreta o personagem
central, de seu conterrâneo Bento Cego, considerado o "Homero
Paranaense".
André Murilo Berlesi - Rio Capim - Começou a tocar viola
em 2000, embora já tocasse violão desde os oito anos
de idade. Sempre foi autodidata, nunca fez curso dos instrumentos.
Atualmente ministra aulas particulares de viola caipira e composição
musical. Participou de workshops ministrados por Pereira da Viola,
Roberto Corrêa e Paulo Freire.
Daniel Vicenti - Instinto
- Desde 2002 cursa Educação Artística com Licenciatura
em Música, Faculdade de Artes do Paraná, FAP. Participou
de Oficinas de Viola Caipira ministradas por Roberto Corrêa,
Ivan Vilela e Rogério Gulin. Em 2000, participou do 10º
Festival de Inverno da UFPR, no curso "Introdução
a viola e ritmos caipiras", em Antonina. Participou de workshops
ministrados por Pereira da Viola, Roberto Corrêa, Paulo Freire
e Renato Andrade. Em janeiro de 2004 realizou um curso de Viola Caipira
na Oficina de Música de Brasília ministrada por Roberto
Corrêa. Fez shows, comboios culturais e eventos com o grupo
Viola Quebrada, além de gravações de CDs com
várias duplas sertanejas, como o show acústico "Modas
de Viola", no Teatro Paiol, em Curitiba. É integrante
do Grupo "3 de Paus" e realiza shows de música caipira
de humor em diversos teatros pelo Brasil. Realizou curso de solfejo
musical, leitura e escrita musical, arranjo instrumental e conjunto
de música caipira, entre outros, no Conservatório de
MPB de Curitiba.
Dinart Luís Teixeira Garcia - Andorinha - Nascido em Castro,
em 1958, é apucaranense de coração. Músico
e compositor desde os 16 anos de idade. É professor de viola
caipira, violão e guitarra. Procura divulgar a música
caipira para contribuir com a continuidade de um dos instrumentos
mais antigos do Brasil. Ajudou a organizar e produzir 1º Encontro
de Violeiros de Apucarana, em junho de 2004, no Cine Teatro Fênix.
O evento foi transmitido pela Rádio Cultura de Apucarana, ao
vivo, para toda a região. Procura fazer música de viola
caipira contemporânea conjugando a peculiar sonoridade do instrumento
com a sua riqueza de tímbres.
Eduardo Gomide - Gulinziano
- Nascido em 1983, aprendeu a tocar violão e guitarra sozinho,
desde menino, até os dezenove anos. Depois, ingressou no CMPB
- Conservatório de Música Popular Brasileira, como aluno
de Maurílio Ribeiro. Largou um pouco a guitarra e comprou uma
viola. Começou a estudar com o violeiro Rogério Gullin.
Preferindo descobrir o instrumento com seus próprios sentidos,
largou a aula e começou a pontear as próprias custas
e principalmente a compor suas modas, seus causos e suas pequenas
obras. Hoje em dia estuda Faculdade de Artes do Paraná, cursando
o 2° ano de Bacharelado em música popular. Toca num grupo
de música dos povos chamado Bayaka, com direção
geral de Plínio Silva, além de tocar também no
Universo em Verso Livre e num trio chamado Trio Caipora, que resgata
músicas regionais e mistura com músicas que estão
em plena atualidade, além de mostrar as suas próprias
composições.
Guilherme Maccarini
- No Cio - É natural de Criciúma, SC, onde reside e
trabalha como Cirurgião Dentista. Teve seu primeiro contato
com a viola quando ainda cursava a Universidade, onde animava festas
e encontros acadêmicos, tocando violão e viola. A partir
de 1998 passou a ser convidado para tocar em encontros de músicos
da região Sul, inserindo a viola caipira num ambiente restrito
a música de influência internacional. Integrante do grupo
"Cordas Caipiras" que vem se apresentando em Universidades
e festividades da região sul do Estado de Santa Catarina, bem
como em programa de rádio. Procura explorar as sonoridades
da viola em suas varias afinações.
Hernani de Martins Galindo
- Renascência - Participou da XVIII, XVX e XX Oficina de música
de Curitiba, na modalidade de viola caipira e conjunto de música
caipira, todas ministradas pelo professor Rogério Gulin. Participou
também de diversos workshops realizados no CMPB com presença
de Roberto Corrêa, Pereira da Viola, Renato Andrade, Paulo Freire
e Ivan Vilela. Ministrou aulas de viola caipira na Academia Paraná
de Música e Artes, onde inclusive realizou cursos de leitura
e escrita musical.
Mauro Albert - Bica D'Água
- Nasceu em Curitiba, PR, mas teve sua infância na capital de
São Paulo, onde iniciou seus primeiros estudos de maneira autodidata,
com guitarra e violão. Tocando, residiu em diversas cidades
como Florianópolis, Vitória e Londrina, entre outras.
Em 1998, lança de forma independente seu primeiro trabalho
solo, "Inside", um disco instrumental tendo a guitarra como
instrumento principal. Numa das muitas viagens, descobre e se apaixona
pela viola caipira. A improvisação era um grande tempero
e desta fusão já nasceram três CDs instrumentais
de viola. Em 2001, "A viola e O mar...", em 2003, "Terra",
e em 2004, "O Canto das Cordas", voltado para a temática
de preservação e conscientização do meio
ambiente. No ano de 2002, recebe o titulo de "Violeiro Revelação
do Paraná", tornando-se músico oficial da Academia
de Cultura do Paraná. Atualmente, dedica-se a workshops e aulas
particulares, além de criar parcerias com músicos de
todos os estilos. Em shows, além de suas próprias composições,
fazem parte do repertório releituras e homenagens a vários
estilos e mestres da música. Clássicos do jazz, música
popular e música raiz ganham novas versões e interpretações.
Ricardo Anastácio
- Quebra Canoa - Nasceu em Assis, região da alta Sorocabana,
vale do Paranapanema. É professor de viola em Sorocaba, onde
reside. Montou e coordena a Orquestra de Viola de Sorocaba-Votorantim.
Desenvolve o site www.violatropeira.com.br, onde coloca suas pesquisas
e conta histórias da música caipira e de violeiros da
região. Aprendeu a tocar viola olhando os violeiros antigos
de Sorocaba e do Vale do Tietê, que considera o berço
da música caipira, pois foi onde nasceram e passaram grandes
compositores como Florencio, Bambico, Julião, Laurípio
Pedroso, Zé Carreiro e Carreirinho, Tião Carreiro e
Pardinho, e dos violeiros de Cururu de Sorocaba. Essas foram suas
maiores influências. Apresentou-se este ano no Sesc de Sorocaba
em 25 de julho e, no dia 26, com a Orquestra, no projeto Revelando
São Paulo. Ministra oficina de viola no Aquário Cultura,
de Votorantim. Gravou o CD "Viola Tropeira".
Ricardo Denchuski - Bera D'Água - Natural de Maringá,
PR, é formado em Pedagogia pela Universidade Estadual do Oeste
do Paraná (UNIOESTE) e é especialista em Fundamentos
da Educação pela mesma Instituição. Desde
2001 é professor e regente da Orquestra Paranaense de Viola
Caipira - FAG. Criador, responsável e integrante do grupo de
música de raiz, instrumental e regional "Viola de Arame",
além de trabalhar em sua carreira solo. Ministra oficinas e
diversos cursos de instrumentos musicais na região, participando
de festivais de composição de MPB e música instrumental.
Faz parte, também, da coordenação executiva do
Cascavel Jazz Festival. Na viola caipira possui como influência
seus professores e amigos violeiros, Osvaldo Gasparin, Célio
Porto, Rui Torneze (Regente da Orquestra Paulistana de Viola Caipira)
e Ivan Vilela ( Regente da Orquestra Filarmônicas de Violas
/ Violeiro solo), é daí que vem seu apadrinhamento,
aprendizado e amor pela "violinha de arame".
Robson J. Rodrigues - Tempestade
de Pagode. Estuda a viola já há muitos anos. Despertou
o interesse pelo instrumento ainda na infância, quando ouvia
seu pai tocar as velhas modas de Tião Carreiro e Pardinho.
Os primeiros acordes foram dados pelo pai, e daí por diante,
a dedicação pelo instrumento se tornou algo tão
importante na sua vida, que muitas vezes, quando criança, trocava
a bola pela viola. Já participou de alguns festivais a nível
regional utilizando a viola como instrumento principal e atualmente
faz parte de um grupo com composições próprias
voltadas ao Rock and Roll, sendo vocalista e guitarrista. Mas sempre,
em suas horas vagas, dedica quase todo o tempo à viola caipira.
Rogério Gulin -
Cactus - Compositor, instrumentista, arranjador e pesquisador musical
(folclore e música caipira). Natural de Curitiba, cursou violão
clássico na Escola de Música e Belas Artes do Paraná
(Embap). Começou os estudos de viola caipira como autodidata
até que, em 1986, conheceu o violeiro Roberto Corrêa,
no Festival de Ouro Preto com quem realizou vários cursos,
oficinas, seminários e workshops. No Conservatório de
Música Popular Brasileira dá aulas de violão,
viola caipira e prática de conjunto. Atualmente é integrante
dos grupos musicais "Viola Quebrada", tem quatro CDs lançados
nacionalmente: Viola Quebrada (2000), Viola Fandangueira (2002), Caipiríssimo
e Sertaneja (2003). Do grupo Terra Sonora, cujo trabalho é
voltado para apresentação de temas tradicionais de todos
os lugares do mundo, tem dois CDs lançados: Terra Sonora (1997)
e Continentes (2001). Foi selecionado, em 2000, no Projeto "Rumos
Musicais", do Itaú Cultural, que resultou num CD chamado
Cartografia Musical Brasileira, lançado em 2001. Em 2003 lançou
o CD "Tempestade", com composições de sua
própria autoria.
Sidnei de Oliveira - Esplendor
- Estudou viola na Teclas & Cordas - Cursos de Música,
com o professor Vladir Verona, no período de 2000 a 2002. Em
outubro de 2002 realizou seu primeiro recital de viola, interpretando,
além de composições próprias, peças
dos mais conceituados violeiros do Brasil, tais como Tião Carreiro,
Almir Sater, Roberto Côrrea, Pereira da Viola, Tavinho Moura,
Fernando Deghi, entre outros. Em janeiro de 2003 participou do XXI
Oficina de Música de Curitiba, PR, do Curso de Viola Caipira
com o Professor Ivan Vilela. Em março de 2004 participa do
II Encontro Nacional de Violeiros em Ribeirão Preto, SP, com
os principais violeiros da atualidade. Principais influências:
Almir Sater, Tião Carreiro, Ivan Vilela e Pereira da Viola.
Valdir Verona - Cores de
Outono - Natural de Caxias do Sul, RS, é músico, compositor
e professor de violão e viola. Cursou teoria musical e solfejo
no Instituto J.S. Bach e na Academia de Educação Musical.
Fez curso de violão clássico, harmonia e improvisação
e ainda, técnica vocal. A partir de 1995, após vários
anos atuando como violonista, inicia sua trajetória de violeiro
estudando seus toques e pesquisando sua história. Compôs
a música "Grotas" e a registra em seu 1º CD
"Acordes ao Vento" (Grotas se torna tema de abertura do
programa Oeste Rural, da TV Barriga Verde SC). Em Janeiro de 1998
participa do Curso de Viola Caipira da XVI Oficina de Música
de Curitiba com Roberto Corrêa. Em agosto de 2000 lança
"Tons da Terra" incluindo novos temas de viola, como Perobeira-Maria
de Roberto Corrêa e Tons da Terra entre outros. Atualmente tem
se dedicado a compor e arranjar para viola, gêneros musicais
do Sul, tais como: Milongas, Rancheiras, Chamamés e Chacareras,
entre outros.
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informações para a imprensa:
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