Eliminatória
de Brasília traz 15 concorrentes do
Prêmio Syngenta de Música Instrumental de Viola
No dia 14 de agosto acontece a 2ª eliminatória do Prêmio
Syngenta de Música Instrumental de Viola, no Teatro Levino
de Alcântara, em Brasília. Nesta etapa, 15 violeiros
concorrerão para a grande final, a realizar-se em São
Paulo, em data a ser definida. Lançado em maio com o objetivo
de estimular a produção de novas composições
instrumentais, bem como para facilitar o surgimento de novos intérpretes,
o festival recebeu 173 inscrições de músicas
de violeiros de todo o País. A 1ª eliminatória
do Prêmio foi realizada no dia 27 de junho, em São Paulo.
Lembrando que o ingresso
para a eliminatória em Brasília é gratuito, o
violeiro, e também curador do Prêmio, Ivan Vilela fará
um show de abertura nessa etapa. Vilela é mestre em composição
musical pela Unicamp, diretor e arranjador da Orquestra Filarmônica
de Violas. Já foi indicado para prêmios importantes da
música brasileira como Sharp e APCA e tem ajudado na divulgação
da viola através de shows realizados por todo o Brasil e em
países da Europa como Inglaterra, Itália, França,
Espanha e Portugal.
Além de Ivan Vilela,
também participam do júri o violonista Paulo Bellinati
e o crítico de música Tárik de Souza. Bellinati
é um dos violonistas e compositores que mais atuam no exterior,
tendo tocado em mais de 30 países. Foi vencedor do Grande Prêmio
Casa das Américas, com a composição "Jongo".
Já tocou com nomes importantes da música brasileira,
como Edu Lobo, Chico Buarque e Gal Costa, entre outros. Tárik
de Souza é crítico musical do Jornal do Brasil e curador
da série de música popular brasileira da Editora 34,
entre outros trabalhos.
As seis eliminatórias
selecionarão 16 finalistas, que terão suas obras incluídas
em um CD gravado ao vivo durante a final em São Paulo. O júri
divulgará os finalistas das eliminatórias após
a última fase em Cuiabá. Os vencedores receberão
prêmios em dinheiro, sendo R$ 10 mil para o primeiro lugar;
R$ 8 mil para o segundo; R$ 6 mil para o terceiro; R$ 4 mil para o
quarto e R$ 2 mil para o quinto. Além de outros prêmios,
totalizando R$ 43 mil.
As outras eliminatórias
serão realizadas em: Piracicaba, dia 21 de agosto, no Teatro
Municipal; em Curitiba, dia 25 de setembro, no Ópera de Arame;
em Belo Horizonte, dia 26 de setembro, no Teatro do Sesi Minas; e
em Cuiabá, dia 2 de outubro, no Teatro da Universidade.
Para assistir
à eliminatória e ao show de Ivan Vilela, no Teatro Levino
Alcântara, em Brasília, o público deve retirar
os ingressos de segunda a sexta, das 8 às 21 horas, na Associação
de Pais, Alunos e Mestres da Escola de Música de Brasília
(SGAS - Quadra 602 - Projeção D - Parte A - Via L2 Sul).
Mais informações: (61) 321-1593.
SELECIONADOS
PARA A 2ª ELIMINATÓRIA DO PRÊMIO
SYNGENTA DE MÚSICA INSTRUMENTAL DE VIOLA
14 de agosto - Teatro Levino de Alcântara
Aparício Ribeiro - Música selecionada: Flor do Cerrado
- O violeiro, compositor e cantador Aparício Ribeiro é
natural de Patos de Minas e reside em Taguatinga - DF, desde 1974.
Em 1993, com um grupo de violeiros, fundou e foi o primeiro presidente
do Clube do Violeiro Caipira de Brasília, entidade sem fins
lucrativos, com o objetivo de resgatar e valorizar a verdadeira música
caipira-regional e folclórica. De março de 1996 a janeiro
de 2001, foi co-produtor e co-apresentador do Programa "Violas
e Violeiros", levado ao ar pela Rádio Cultura FM 100,9
- Brasília. Em suas apresentações valoriza as
composições próprias e os ritmos caipiras/ regionais
brasileiros, a exemplo do cateretê, calango e batuque, da moda
campeira, querumana, toada, do pagode-de-viola, e outros. Gravou dois
CDs: "Sonho de Violeiro" e "Dança das Formigas".
Assis Medeiros - Suíte
Viola - 32 anos, compositor, músico, professor e jornalista.
Como compositor já teve músicas gravadas por vários
intérpretes. Conseguiu emplacar a canção Burro
de Carga no Rumos Culturais Itaú (2000), um projeto que mapeou
a música brasileira de norte a sul do País. Atualmente,
tem composto canções infantis (lúdicas canções).
Além de compor música popular, Assis trabalha com trilha
sonora original para cinema, televisão e teatro. É autor
da trilha do filme. "O Jardineiro do Tempo," do diretor
brasiliense Mauro Giuntini. Com este trabalho ganhou o prêmio
de melhor trilha original nos festivais de cinema de Recife-PE (em
2002) e de São Luís-MA (2002).
Bruno Guimarães
- Crisálidas - Bruno nasceu em Goiás, onde vive até
hoje. Em Brasília, longe do concreto, numa roça à
beira de um lago que não existe, Bruno mora há 15 anos.
Sua música traz sons da natureza. Ele foi discípulo
de Roberto Corrêa, com quem estudou na Escola de Música
de Brasília. Também estudou com Reis Moura, violeiro
do Planalto. Com os dois Bruno aprendeu a tocar a viola. E com o cerrado
aprendeu que ela também toca quando silencia. No silêncio
do cerrado a viola toca: é a música de Bruno.
Carlos Oliveira - Juca
Violeiro (nome artístico) - Machadinho Catireiro - Graduado
em música e Pós-graduado em composição
pela Universidade Federal de Goiás, foi regente da Orquestra
Sinfônica de Goiás e do Coral e Orquestra da Universidade
Estadual de Maringá -PR. Estudou com importantes músicos
e compositores, entre eles: Osvaldo Colarusso, Estércio Cunha
e Cláudio Santoro. Atuou como diretor musical e compositor
em várias peças de teatro e concertos. Foi chefe do
departamento de música e vice-diretor administrativo da Faculdade
de Artes da Fundação Brasileira de Teatro (Faculdade
Dulcina). Atualmente se dedica a pesquisa, execução
e composição musical com a viola caipira, com o pseudônimo
de Juca Violeiro, música no computador e a coordenação
de cultura e eventos do colégio NDA Sênior .
Carlos Eduardo Nunes -
Cacai Nunes (nome artístico) - Um Brasil de Viola - é
parte de uma nova geração de violeiros. Nascido em Recife-PE,
mas criado em Brasília, é aluno da Escola de Música
desde 2001, quando largou os estudos da guitarra para dedicar-se unicamente
à viola. Estudou com o professor Alencar 7 Cordas, na Escola
de Choro Raphael Rabello e com o violeiro Roberto Corrêa, em
cursos de verão na própria Escola de Música.
Já se apresentou em importantes palcos de Brasília,
como na Sala Villa-Lobos, com Roberto Corrêa, na final do Festival
Sesc Instrumental e também ao lado de Dominguinhos, na ocasião
do aniversário do Clube do Choro. Compôs trilha sonora
para as peças de teatro: "Ariano e Catirina" e "Presépio
de Hilaridades Humanas". Atualmente trabalha na revisão
da obra em partitura de Roberto Corrêa.
Cláudio Moura -
Cascalho - Natural de Recife - PE, o músico é bacharel
em violão pela Universidade Federal de Pernambuco. Fez cursos
com diversos professores, tais como Turíbio Santos - Brasil,
Daniel Erni - Suíça e Mario Ulloa - Costa Rica. Como
instrumentista tem participado ativamente do cenário musical
pernambucano, tocando com vários grupos e artistas, dentre
eles: Orquestra Armorial de Pernambuco, Orquestra de Cordas Dedilhadas,
Oficina de Cordas, Antúlio Madureira, Teca Calazans, e outros.
Atualmente é integrante do grupo Sa grama, onde desenvolve
um importante trabalho de resgate da música pernambucana. Participou
também de diversos festivais nacionais e internacionais: Festival
de Campos do Jordão, Free Jazz Festival, Montreux Jazz Festival,
entre outros.
Emerson Fonseca de Paula
- Repasse Mineiro - Natural de Formigas, Minas Gerais, foi lá
que o músico recebeu suas primeiras influências musicais
com as Folias de Reis e canções folclóricas mineiras.
Transitando pelo cancioneiro regional, pesquisou diversas afinações
no violão, o que o fez encontrar naturalmente a viola caipira,
instrumento ao qual vêm se dedicando de forma decisiva, ampliando
suas pesquisas com afinações e timbres diferentes. Emerson
de Paula faz parte de uma nova geração de violeiros
da capital federal, fruto do trabalho desenvolvido na Escola de Música
de Brasília.
Fernando Corbal - Violar
o Tempo - Produtor, compositor multiinstrumentista, formou-se em música
na Universidade de Brasília-UnB, tendo como orientadores os
maestros Cláudio Santoro e Emilio Terraza. Integrou vários
grupos musicais de diversos gêneros e de formação
eclética. Utiliza-se de diferentes afinações
e vários instrumentos, entre eles: viola caipira, violões
e instrumentos exóticos, como a kalimba (Sanza) e taças
de cristal afinadas com água. Entre algumas de suas participações
e premiações estão: Show Festa Brasil - 14º
Encontro Internacional de Capoeira e Música de Amsterdam, em
2004, na Holanda. Do I e II Festival Latino Americano de Arte e Cultura
FLAAC, na Unb, em Brasília. Também ganhou o prêmio
de melhor trilha sonora original no XV Festival de Brasília
do Cinema Brasileiro.
Francisco de Assis - Chico
Som (nome artístico) - Viola Brasil - O artista já participou
de mais de 100 festivais e ganhou 65 troféus. Apresentou-se
em recitais de viola caipira no Centro de Convenções
de Goiânia, da Universidade Federal de Goiás e no Museu
Histórico de Jataí. É professor de viola em Jataí.
João Bosco de Oliveira - Bosco de Oliveira (nome artístico)
- Estrada - nasceu em Brasília e iniciou seus estudos de música
com o violão clássico na escola de música de
Brasília, onde hoje é professor. Formado em música
pela Universidade de Brasília, foi vencedor do concurso nacional
de jovens instrumentistas como melhor intérprete de Villa-Lobos
realizado em Vitória, no Espírito Santo. Na carreira
acadêmica teve oportunidade de conhecer o universo da música
erudita. Bosco nunca perdeu o contato com as manifestações
populares e a vontade de pesquisar aspectos mais regionais de nossa
cultura musical brasileira. Conheceu a viola de dez cordas e com ela
se identificou profundamente. Para Bosco Oliveira mesclar elementos
da música clássica e influências de outras culturas
com a viola brasileira é o seu maior desafio.
Maíra Macêdo
- Nossa Ciranda - Iniciou seus estudos em cavaquinho, em 1986, no
Conservatório Pernambucano de Música, com o professor,
músico, arranjador e compositor Marco César. Depois
partiu para os estudos de bandolim com o mesmo professor, no Centro
Musical de Olinda, onde permanece até hoje. Estudante do curso
de licenciatura em música pela UFPE, foi professora de cavaquinho,
bandolim e teoria no Centro Musical de Olinda, por três anos.
Integrante da Orquestra Retratos do Nordeste, do professor Marco César,
participou do espetáculo "Folias Guanabaras", em
2001, com Elza Soares, Benjamim Taubkin e a maestrina Ana Fridman,
no Rio de Janeiro, em São Paulo e Salvador. Participou do Itaú
Cultural com o grupo Areia Projeto.
Marcello Linhos - Deusa das Flores - Violeiro, instrumentista e compositor,
estudante da Escola de Música de Brasília, mistura em
suas composições influências da música
urbana e dos ritmos brasileiros, aos ponteados da viola de raiz. Começou
sua carreira profissional como violeiro no espetáculo "Contando
Ninguém Acredita", que misturava música caipira
e causos goianos. Com a viola caipira, compôs diversas trilhas
sonoras originais para espetáculos teatrais. Entre eles está
"A Dança do Encoberto", para o qual realizou pesquisa
de campo em Portugal e em São Luís do Maranhão,
percorrendo os caminhos que a viola fez antes mesmo de chegar ao Brasil.
"A Dança do Encoberto" foi apresentado em Madri,
Brasília e São Luiz. Atualmente dedica-se ao estudo
da viola caipira e prepara o lançamento do seu primeiro CD
instrumental "Viola Lagartixa" que conterá a música
"...Tocana", vencedora do Festival de Música Instrumental,
do Sesc, em 2003.
Marcos Benaia - Êxodo
Rural - Violeiro nascido em Brasília - DF, entre suas influências
estão nomes como Marco Pereira, Ulisses Rocha e, principalmente,
Almir Sater, dentre outros importantes nomes do violão brasileiro.
Passou a tocar viola caipira a partir do contato com a obra de Heitor
Villa-Lobos "O Trenzinho Caipira" interpretada e arranjada
por Marco Pereira. Marcos Benaia é poeta e há em seu
trabalho uma preocupação clara com o conteúdo
literário vinculado à música que pratica. O violeiro
desenvolve parte importante de seu trabalho ao lado do violista e
violinista Marcos Reis, que é licenciado em Música pela
Universidade de Brasília - UnB, atualmente professor de violino
da Escola de Música de Brasília e integrante do Quarteto
de Câmara Itamaraty.
Marcos Mesquita - Nós
Mesmos - Nascido no Rio de Janeiro, em 12 de junho de 1960, Marcos
Mesquita da Silva foi para Brasília no mesmo ano e cresceu
junto com a capital federal, recebendo a influência da diversidade
da cultura brasileira que se concentrou na cidade. Formado em música
pela Universidade de Brasília, é professor da Escola
de Música de Brasília desde 1987. Ponteando em duas
violas nas afinações "cebolão" e "rio-abaixo",
Marcos Mesquita traduz a essência da música do Planalto
Central, onde se concentra a diversidade da cultura brasileira. Seu
trabalho se caracteriza por um repertório eclético,
que tem desde música caipira autêntica até as
influências rock progressivo e algo mais, sem rótulos.
Marcus Vinícius
Carvalho Garcia - Marvin Garcia (nome artístico) - Encordoado
Fedegoso - Sua trajetória artística começa a
partir de experiências como guitarrista na banda de rock "Sobrinhos
do Capitão", de 1996 a 2000. Desde 2001 participa do Grupo
Flor de Babaçu, como violeiro e cantador, onde desenvolve pesquisa
e performance de danças brasileiras. É antropólogo,
e começou a se envolver com o universo da viola caipira quando
pesquisou o imaginário e a devoção a São
Gonçalo, o santo dos violeiros. Com essa oportunidade conheceu
alguns mestres do sertão do São Francisco e da cidade
grande. Quando descobriu que o Velho Sátiro, um bisavô
que conheceu quando criança era um "canário"
de folia de reis e bom violeiro, passou a acreditar definitivamente
que a viola era o seu instrumento de devoção e São
Gonçalo, o seu protetor.
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